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nosso Johnny »

• Família

Johnny Depp [ John Christopher Depp II ] é filho de John Christopher Depp e Betty Sue Palmer. Com apenas 15 anos mudou-se com a família para a Flórida,após a separação dos seus pais. Entre duas opções Depp começou a sua carreira graças ao desgaste emocional proporcionado pela escola. Decidiu que o que queria era ser guitarrista,e não passar os seus dias na escola. Aos dezesseis,formou o primeiro grupo, The Kids, que depois mudou de nome para Six Gun Method. Acabou por seguir a carreira de ator deixando a carreira de guitarrista para segundo plano.

• No início

Logo que chegou a Los Angeles, em 1983, casou com a maquiadora Lori Anne Allison, porém o casamento durou apenas dois anos. Foi Lori quem o apresentou a Nicolas Cage, que lhe conseguiu testes para o seu primeiro filme: A Hora do Pesadelo. Nicolas virou um grande amigo. Na lista dos amigos de Depp, além de Cage, estão Leonardo DiCaprio, Tim Burton, Marlon Brando e Sean Penn. Johnny ficou famoso ao fazer parte do elenco da série de televisão Anjos da Lei, entre 1987 e 1990. O sucesso o tornou um ídolo juvenil e símbolo sexual, o que fez com que o ator sofresse: "Eu queria morrer. Você é apenas um cachorro-quente vendido na televisão. E eu desprezo isso."

• As coisas começam a crescer para Johnny;

Em 1990, Depp conheceu o diretor Tim Burton - com quem faria uma parceria duradoura - e estrelou Edward Mãos de Tesoura. O filme provou o talento de Depp, que passou a ser visto não como apenas mais um rosto bonito, mas sim um ator de verdade.

• Começam a crescer e muito

Entre outros filmes com o diretor Tim Burton estão Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, a refilmagem de A Fantástica Fábrica de Chocolate e a animação A Noiva-Cadáver. Depp estreou como diretor em O Bravo, em 1997. O roteiro foi escrito junto com seu irmão D. P. Depp, e onde além de atuar ao lado de Marlon Brando, Depp faz um índio cherokee, tribo aliás da qual ele descende. Mas foi com Piratas do Caribe, na pele do divertido Capitão Jack Sparrow, que Johnny Depp caiu nas graças de Hollywood, e recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator em 2003. A segunda indicação ao Oscar veio em 2004, com Em Busca da Terra do Nunca, e a terceira em 2008 com Sweeney Todd.

• Vida Amorosa

O que chama atenção em Depp também é a sua conturbada vida pessoal. Os romances com as atrizes Sherilyn Fenn e Jennifer Grey vieram depois do divórcio da primeira mulher em 1986, e pouco duraram. Com Winona Ryder, com quem noivou, a coisa foi mais concreta, chegando a tatuar "Winona Forever" no seu braço. Depois do fim do namoro, Depp mudou a tatuagem para "Wino Forever" (bêbado para sempre). Depois veio Kate Moss, com quem teve várias idas e voltas. Hoje em dia vive com Vanessa Paradis, mãe dos seus dois filhos: Lily-Rose Melody, nascida em maio de 1999, Jack , nascido em abril de 2002. Depp conheceu Vanessa quando filmava O Último Portal. Ele a viu num bar e pediu que um amigo a convidasse para se juntar a eles. Mesmo não sendo casados, Depp diz que se consideram marido e mulher desde o dia em que começaram a morar juntos.

• Não é qualquer ator

Bonito, talentoso e conturbado, Johnny Depp é um outsider por excelência, dentro e fora da tela, e não por acaso costuma ser comparado a rebeldes famosos, como James Dean e Marlon Brando. Foi preso por ter quebrado um hotel em Los Angeles, por ter agredido um fotógrafo e por ter ameaçado um grupo de paparazzi quando saía de um restaurante, em Londres. Ele é um ator que faz de tudo para não ser considerado uma estrela de Hollywood e, por causa disso, talvez, recusou papéis importantes, como os que ficaram com Keanu Reeves em Velocidade Máxima, Tom Cruise em Entrevista com o Vampiro, e Brad Pitt em Lendas da Paixão.

• O ator

Mostrando que pode interpretar com extrema facilidade qualquer tipo de personagem, Johnny Depp é um verdadeiro camaleão de Hollywood. Com um carisma intrínseco a sua personalidade, que só colabora com o vínculo fortíssimo que seus personagens criam com o espectador, Johnny consegue realçar ainda mais sua presença em cena, expressando, em cada fotograma, a colossal competência na arte de atuar de um grande ator.

• Johnny e Tim Burton

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Para o papel principal de Edward Mãos-de-Tesoura, foi escolhido um jovem ator que acabara de abandonar o seriado Anjos da Lei (aquele com jovens policiais infiltrados em escolas) e estava louco para ser desvinculado da imagem de galã e ídolo das adolescentes. Johnny Depp agarrou o papel com as duas mãos (ou no caso, tesouras) e mandou uma senhora interpretação. Mesmo com poucas falas (ele diz exatas 169 palavras no filme), com uma apertada roupa de couro (ele chegou a desmaiar por causa do calor na gravação da cena onde ele foge da pacata cidadezinha de volta para sua mansão) e uma pesada maquiagem no rosto, que o deixaram a cara do Sandman de Neil Gaiman, ele conseguiu passar toda a inocência e estranheza do personagem apenas com o olhar. A cena onde Winona Ryder pede para Edward abraçá-lo e ele responde com um singelo “não posso” é particularmente emocionante. O filme angariou ótimas críticas e até hoje, quando se fala em Burton, este é o filme do qual as pessoas geralmente se lembram. É a obra que melhor sintetiza o cinema de Tim Burton, pois todas as suas marcas registradas estão lá. Após essa experiência bem-sucedida, Burton e Johnny Depp tornaram-se amigos e admiradores mútuo.. Sem contar que duas pessoas com predileção por histórias e personagens esquisitos e desajustados parecem mesmo terem sido destinados a tornarem-se parceiros.

• O pior diretor de todos os tempos.

Todo diretor de cinema tem aquele projeto do coração, um sonho de longa data que ele espera ansiosamente pelo dia de tirá-lo do papel. Aquele que será conhecido como seu filme mais autoral. Com Steven Spielberg foi E.T., com George Lucas foi Guerra nas Estrelas e com Tim Burton, este projeto ficou conhecido como Ed Wood, realizado em 1994. Para quem não sabe, Edward D. Wood Jr. é o sujeito quase sempre apontado como o pior diretor de cinema de todos os tempos.

O rapaz fazia filmes com orçamento irrisório, usando monstros de borracha, discos voadores presos por barbantes, cenários de papelão e roteiros simplesmente ridículos. Seus filmes mais conhecidos são Glen ou Glenda, de 1953 (um melodrama sobre travestis. Ed Wood também era famoso por adorar vestir roupas femininas) e Plano 9 do Espaço Sideral, de 1959, eleito diversas vezes como o pior filme de todos os tempos (uma grande injustiça, pois essa tosqueira é bem divertida) e dono da célebre fala: “E lembrem-se, meus amigos, eventos futuros como estes os afetarão no futuro”. Gênio!

Burton transformou o que poderia ser uma potencial cinebiografia de Wood numa grande homenagem à sua paixão pelo cinema e à sua perseverança, enfrentando todas as dificuldades possíveis e imagináveis e usando de toda a sua esperteza e imaginação para conseguir fazer seus filmes. Infelizmente, o filme não fez sucesso, apesar das boas críticas. Isso se explica porque Ed Wood não é muito conhecido do grande público e Burton não fez concessões, escolhendo fotografá-lo em preto-e-branco, afastando mais uma parcela de gente. Uma pena, porque o filme é sensacional. Ah, e Martin Landau ganhou o Oscar de coadjuvante pela sua interpretação do decadente Bela Lugosi. Para quem não sabe, Lugosi foi o ator que interpretou Drácula no filme de 1931 e já em fim de carreira, virou amigo e colaborador de Wood.

Na pele de Ed Wood, novamente Depp arranca mais uma grande interpretação. Consegue estampar toda a paixão e empolgação de Wood pela sétima arte, mesmo que ele não tivesse talento algum. E mesmo que não percebesse sua gritante falta de jeito para com a sétima arte. Como destaque, as cenas onde ele dirige sua equipe de filmagens mambembe travestido são impagáveis.

O próprio Depp declarou que sua caracterização foi uma mistura do otimismo cego de Ronald Reagan (ex-presidente dos EUA), o entusiasmo do Homem de Lata de O Mágico de Oz e Casey Kasem (ator e dublador. Por sinal, ele é a voz original do tremendão Salsicha, de Scooby Doo).

Isso sem falar na aprovação da própria viúva de Ed. Um dia, Kathy Wood foi visitar o set e pediu para conhecer Johnny. Naquele dia, eles estavam filmando uma cena onde Wood estaria na pior, o que deixou Burton meio preocupado com o que Kathy pensaria do filme. Quando Depp saiu do trailer, a viúva soltou um “Esse é o meu Eddie!”. Isso é que é trabalho de caracterização.

• Cabeças vão rolar.

Depp e Burton só iriam se reencontrar num set de filmagens em 1999, em A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, filme inspirado numa história clássica do folclore estadunidense e que o Corrales adora. Na lúgubre cidadezinha de Sleepy Hollow, um cavaleiro sem cabeça anda decapitando os moradores locais. O excêntrico policial Ichabod Crane (Depp) chega de Nova Iorque para tentar solucionar o caso, com seus métodos inovadores para a época e estranhos (que surpresa!) para os outros.

Este é mais um filme com o selo visual único de Tim Burton. Visual gótico refletido nos caprichados figurinos, cenários e fotografia. Além da trama macabra, é claro. É aqui que Depp começou a burilar uma nova característica para seus personagens: Ichabod Crane é um personagem meio fresco, de trejeitos afeminados mesmo. A consagração destas características se daria com o pirata Jack Sparrow de Piratas do Caribe, papel que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator, e mantido em A Fantástica Fábrica de Chocolate.

Desta vez, ele teria baseado sua caracterização em Angela Lansbury (da série Assassinato por Escrito) e nos falecidos atores Roddy McDowall (de A Hora do Espanto) e Basil Rathbone.

Originalmente, a idéia de Depp era usar maquiagem para ficar feio, mas ao discutir a idéia com Burton, o diretor disse que só a personalidade de Ichabod já era feia o bastante e que, portanto, seria um contraponto interessante a beleza física do policial em oposição à sua personalidade nada atraente.

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça fez uma boa bilheteria, porém trata-se de um filme menor de Burton e da parceria com Johnny. Mas se você é fã dos dois, pode assistir sem medo, que você vai se divertir.

• O bilhete dourado.

Em 2004, Tim Burton anunciou que faria uma nova versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate. Não seria uma refilmagem do filme de 1971. Sua intenção era deixar a nova produção mais próxima do livro de Roald Dahl.

O difícil seria arranjar um substituto à altura de Gene Wilder, o Willy Wonka original e única coisa que presta no filme que fez a alegria de milhares de crianças que assistiam à Sessão da Tarde.

Burton não teve dúvidas e chamou seu chapa Johhny Depp para a inglória missão. Johnny não teve dúvidas e aceitou o papel na hora, afinal, ele adora um desafio. E saiu-se muito bem, embora o Corrales discorde de mim na sua resenha. Seu Willy Wonka é tão excêntrico quanto o de Wilder, porém bem diferente. O Wonka de Depp chega a ser cruel e não está nem aí para as crianças que visitam sua fábrica. Pelo contrário, pelas suas caretas de repulsa, fica claro que ele não gosta nem um pouco delas. Novamente Depp emprestou trejeitos meio afeminados ao personagem, um dos mais esquisitos na longa galeria de personagens bizarros que ele já interpretou.

Verdade ou não, o ator disse em entrevistas que seu personagem é parte recluso como Howard Hughes (o sujeito retratado em O Aviador) e parte astro do Rock glamuroso dos anos 70 (essa parte está bem representada em seu espalhafatoso figurino).

Quanto ao trabalho de Burton, é impressionante como o visual de seus filmes é caprichado. Dessa vez, sai o visual dark e entra um colorido lisérgico que permeia todos os ambientes da fábrica de doces de Wonka, em uma estética mais parecida com a de Os Fantasmas se Divertem. Porém, ainda há elementos meio sinistros no filme. Algumas vezes, a fábrica é um lugar bem assustador, especialmente para quem não segue as instruções de Willy.

Mesmo com essa pitada de medo, o filme ainda é bem infantil. Não possui muito apelo para os adultos. Por isso, não fez muito a minha cabeça. Mas ei, trata-se de um filme de Burton, e com mais uma interpretação insana de Depp. Por isso, mesmo que o tema (hum, chocolate...) não lhe seja muito atrativo, ainda sim é um filme obrigatório.

O filme foi sucesso de bilheteria agora em 2005, mas dividiu as críticas e o gosto do público em comparação com a primeira versão. Eu achei superior, mas ainda longe de ser um filmão.

É isso aí, quatro filmes live action e uma animação depois, a parceria entre um dos diretores mais criativos dos EUA e um dos atores mais versáteis em atividade, não parece dar sinais de cansaço. Melhor para nós, pois os filmes da dupla são diversão garantida. E que venham mais colaborações entre Burton e Depp. Nós, fãs, agradecemos.

• Johnny e Vanessa

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Johnny, que conheceu Vanessa em Paris, quando ele filmava O Último Portal. Ele a viu num bar e pediu que um amigo a convidasse para se juntar a eles. Daí em diante os dois não mais se separaram e se dividem entre o apartamento de Paris e uma casa no sul da França. Além disso, Vanessa tem uma casa em Manhattan, onde desfruta de relativa tranqüilidade e anonimato nos Estados Unidos.

Johnny se mudou para França, para morar com a namorada, a cantora e atriz francesa Vanessa Paradis, após o nascimento de sua primeira filha: Lily-Rose Melody Depp, que nasceu no dia 27 de Maio de 1999, às 8:25 pm.

Lily-Rose

A gravidez de Vanessa aconteceu apenas 3 meses depois de se conhecerem, mas Johnny, embora temesse a reação do pai da namorada, afirma que nunca teria uma família por acaso. O nascimento de Lily trouxe vida a Johnny segundo ele mesmo. Lily-Rose Melody. Aliás, o nome Lily-Rose foi uma espécie de homenagem a Betty Sue, mãe de Johnny, por a mesma também ter nome duplo. A combinação Lily-Rose foi sugerida pela mãe de Vanessa. Já o nome Melody, foi em homenagem à música The Ballad of Melody Nelson, do francês Serge Gainsbourg. A experiência com bebês pequenos, embora bastante prazerosa, pois Depp adorou cuidar de tudo da sua filha, incluindo as trocas de fraudas, também parece ser um tanto quanto difícil: Johnny compara bebês de cerca de 1 ano a miniaturas de bêbados, porque: “Você tem que segurá-los, se não caem. Eles se batem contra coisas. Eles riem e choram. Eles urinam. Eles vomitam.”

Jack

Em 9 de Abril de 2002, veio seu segundo herdeiro: Jack John Christopher Depp III. Depp reafirma que bêbados e bebês, sim, podem ter algo em comum, e diz sobre Jack: “ele é um garoto malvadinho, bem, um menino, ele é algo especial. O melhor treinamento que você pode ter para bebês é gastar seu tempo saindo com bêbados. Ajudando eles a andarem, limpando seu vomito, colocando gelo em suas cabeças quando eles caem e a batem contra a mesa; a incontrolável raiva e lágrimas e alegrar-se, de repente, em 10 segundos. Jack é simplesmente um pequeno bêbado divertido.” Vivendo até hoje na França, apenas alternando entre o país e os EUA (quando vai a maioria das vezes a trabalho ou levar suas crianças a Disney), ele acredita que é o melhor lugar para educar os filhos e se viver em paz, pois o assédio é muito menor, e o ritmo do local é mais lento – As crianças realmente podem ser crianças, Johnny pode levá-las sem problemas ao supermercado, brincar de Barbies com a filha, ou de carrinhos com o filho, ou até mesmo passar uma tarde tranqüila, jogado pelo sofá depois de ter tomado um bom vinho – viver com a tranqüilidade e simplicidade que sempre prezou.